2 veís 1 articulações, tem como alvo propagar as mais diversas experimentações da arte contemporânea.
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sábado, 15 de maio de 2010

2 veís 1 pergunta, Fábio Ojuara responde !!

É isso mesmo, Fábio di Ojuara, artista multimídia, colunista e professor voluntário, nascido em 1958, em Natal, Rio Grande do Norte, é o entrevistado do mês de maio pelo 2 veís 1 articulações e vai contar tudo o que tem feito no mundo das artes.

Fábio di Ojuara, artista multimídia

1) Olá Fábio, primeiramente agradeço por ter aceitado responder a essa entrevista para o 2 veís 1 articulações. Então descreva o seu caminho nas artes plásticas?

Comecei menino rabiscando paredes e calçadas com carvão vegetal. Com 18 anos fui trabalhar para uma tia minha no Recife e lá começou aminha Informação artística , foi lá que conheci o meu grande guru Paulo Bruscky de onde vem toda minha influência de artista contemporâneo.

2) Seu trabalho tem como temas: política, crítica social e meio ambiente, como vê o Brasil hoje em relação a esses temas? Na sua coluna de arte no jornal “Tribuna do Vale”, o que aborda, como funciona?

O Brasil caminha muito lento rumo ao progresso, o que nos atrasa é o alto grau de corrupção. Na minha coluna na tribuna do vale eu tratava de diversos assuntos (polêmicos).

3) A arte no Rio Grande do Norte recebe incentivo público ou privado? Como é o cenário hoje da Arte Contemporânea?

Temos incentivos cultural e artístico mas muito restrito a “panelinhas”. A arte contemporânea aqui vai bem, o TODA MERDA AGORA É ARTE é um projeto potiguar e tá no mundo inteiro.

4) Você é professor voluntário do projeto social “Educara”, Taipu. Como funciona esse projeto?

É um projeto de inclusão social patrocinado por uma ONG Austríaca que gera um intercambio artístico e cultural Brasil/Áustria.

5) Sua relação com a arte postal, surgiu como e quando? Comente por favor.

Por volta de 1987 através de dois amigos e poetas do mail art: Falves Silva e J. Medeiros.

6) Como surgiu o convite para a exposição internacional MAIL ART na Aústria? Você teve total liberdade na concepção da exposição?


Um amigo e artista austríaco Reinhard schell achou interessante minhas idéias com o mail art e resolveu organizar uma mostra do mail art na Áustria sob minha curadoria com total liberdade.

Convite da Convocatória "Toda merda agora é arte"

Fábio e Aderaldo mostra na Áustria

Obra de Elke Grundman, Alemanha

Obra de Clemente Padin, Uruguai

7) Porque escolheu um tema “Toda Merda agora é Arte”, que gera discussões tanto no meio artístico e com os espectadores?


Por que TODA MERDA AGORA É ARTE mesmo, uns concordam e outros não, mas, toda merda agora é arte; quando Andy Warhol disse que “no futuro todos teriam seus 15 minutos de fama” ele estava preconizando este momento: toda merda agora é arte, Tzara, Bretton e Duchamp também sentiam isso. Em breve estarei lançando o livro TODA MERDA AGORA É ARTE.

8) Qual foi a receptividade do público austríaco com relação ao tema e aos trabalhos expostos?

Fui aplaudido pelo público em duas bienais de Veneza/Itália, pelas ruas de Viena/Áustria, na “longa noite dos museus” em Klagenfurt/Áustria só na primeira noite o TODA MERDA AGORA É ARTE na minha galeria foi visitado por 800 pessoas e a mostra ainda ficou sendo visitada por mais 20 dias, sucesso total.

Visitação na Mostra de Arte Postal

9) O que pretende para 2010? E tem mais mostra sendo preparada né? Conta como vai ser e quem vai poder participar? Fique a vontade para falar o que quiser para os leitores, obrigado.

Agora em maio estou indo com o “toda merda agora é arte” a Paris e Áustria volto em agosto para cuidar do “4º now, every shit is art”, eu não estou sozinho neste projeto, participam comigo mais de 100 artistas do mundo todo, quem se interessar participar deste projeto meu e-mail: fabiodiojuara@yahoo.com.br e no orkut busque toda merda agora é arte lá você vai ver fotos. Muito obrigado ao 2 véis 1 pela oportunidade dessa entrevista.

Contato:
Fábio di Ojuara
Rua Rodolfo Garcia, 1016, centro - 59.570-000 ceará-mirim/RN Brasil
e-mail: fabiodiojuara@yahoo.com.br

quinta-feira, 15 de abril de 2010

2 veís 1 pergunta, Sivanildo "Sill" responde !!

O entrevistado do mês de abril é o grande Sivanildo “Sill”, cartunista caruaruense–PE, 38 anos, vai bater um papo descontraído com o 2 veís 1 articulações.

1) O ano de 2010 não poderia ter começado melhor para você, sendo premiado no maior evento nacional de quadrinhos “Prêmio Ângelo Agostini”. Então comente sobre o prêmio, e como está sendo a repercussão na mídia?

Iapôi! Ganhar o troféu Angelo Agostini de melhor Cartunista de 2009 foi uma satisfação arretada!! Já que a mais de 20 anos venho produzindo quadrinhos de humor, publicando em fanzines e jornais alternativos, sem muita pretensão, mas com muito amor pelo quadrinho nacional. Um ponto interessante do prêmio é que a escolha é feita através de votação. Certamente quem votou em mim, leu e gostou do meu trabalho e esse feedback serve de combustível para eu continuar pelejando na criação de cartuns. Infelizmente não pude comparecer ao evento de entrega do troféu no qual fui representado pela roteirista e escritora Anita Costa Prado. A repercussão na mídia de quadrinhos foi grande, muita divulgação, muita gente comentando... Em Pernambuco, a conquista do prêmio foi notícia em diversos blogs e também nas mídias impressa e televisiva.

Sill e o troféu Angelo Agostini

2) No ano passado você conseguiu também o lançamento do livro “Cordel Comix” humor em quadrinhos, com incentivo do Governo de Pernambuco. Como está sendo a vendagem do livro? E como você vê essa relação das leis de incentivo?

O livro tá vendendo relativamente bem, mas como todo produto cultural independente, esbarra na peleja da distribuição. Acho que as leis de incentivo são fundamentais para promoção da cultura de um modo em geral! Vale lembrar, que as leis de incentivo não são um "oba oba" e é preciso caprichar no projeto, para que ele possa ser aprovado. No projeto do Livro “Cordel Comix” tive a felicidade de contar com a produção de Alice Santos e com a assessoria de Arthur Big Head, incansáveis guerreiros, que foram fundamentais para a aprovação do mesmo. O qual foi realizado com incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretária de Educação e Governo do Estado de Pernambuco.

Criador e Criatura

3) Depois do livro lançado e do prêmio conquistado como está sua produção? E o Cordel Comix Zine vai continuar produzindo?

Como a maioria dos meus cartuns são baseados na estupidez humana, não me falta inspiração, tô sempre produzindo. He,He,He,He! Editar o fanzine Cordel Comix, que teve seu 1° número lançado em 1996 e sobreviveu até 2001, foi uma experiência arretada. Através do zine comecei a manter contato com zineiros de todo brasil. Colaborei em diversos fanzines e muita gente boa colaborou com o Cordel Comix, talentos do quadrinho underground, como o casal Henry Jaepelt e Maria Jaepelt, Lupin, Laerçon Santos, Sidney Carvalho, José Salles, ... amigos que mantenho contato até hoje. Apesar das boas recordações, não está em meus planos editar novamente o fanzine. Principalmente agora que o fanzine virou livro. Acho que a seqüência natural é tentar vôos mais altos.

Cartum

4) Você é colaborador da Revista “Caruaru Hoje”, qual é o foco de abordagem da revista? E quais dos seus personagens fazem parte da revista?

Colaboro com a “Caruaru Hoje” há quase uma década. Uma publicação que aborda em suas páginas notícias sobre Caruaru e região. Caruaru do passado, presente e futuro. Geralmente colaboro com charges políticas e do dia a dia. Uma vez ou outra, também sai alguma coisa do Pitulino ou das Vacabundas meus principais personagens.

Pitulino

5) Seu trabalho retrata o humor nordestino e os fatos do cotidiano pernambucano porque resolveu abordar esses temas? Você também usa a política e o meio ambiente como tema e qual a sua relação com os mesmos?

Apesar de sofrer influências dos quadrinhos de toda parte do mundo, acho que pelo fato de ser nordestino acabei regionalizando meu trabalho. Ora, resgatando e registrando algumas expressões típicas do nordeste (ex: ouchi, eita, arretado, sipuada ,etc) ora, criando situações engraçadas do cotidiano do povo pernambucano, um povo simples e cabra da peste. Tento ser regional, sem perder o aspecto universal. É o humor de caruaru para o mundo! Em qualquer parte do Brasil tem político fazendo merda, o que faz da política uma fonte inesgotável para a produção de charges. Quanto ao meio ambiente, a mensagem que tento passar, é que a natureza se vingará de toda essa estupidez humana, que visando apenas os lucros está destruindo o planeta.


6) Sill fique a vontade para se expressar e deixar um recado para os nossos leitores. Mais uma vez obrigado pela entrevista.

Primeiramente quero agradecer a você, Saulo Dias e ao 2 veís 1 articulações, pelo espaço e pela atenção! Valeu mesmo! Gostaria de dizer a todos os leitores que ficaram interessados em conhecer o Livro “Cordel Comix - Humor em Quadrinhos” entrar em contato comigo pelo e-mail: sill.comix@uol.com.br para adquirir um exemplar com um desconto arretado de bom!! Ah, visitem meu blog: http://sillcartum.wordpress.com

Abraço a todos!
Sivanildo Sill

domingo, 3 de maio de 2009

2 veís 1 entrevista Marcelo Gandini

Marcelo Gandini, 34 anos, capixaba, policial militar, artista plástico e professor, bate um papo descontraído com o 2 veís 1, descrevendo seu percurso nas artes, exposições e projetos.



Gandini, pra começar fale sobre seu trabalho, o processo de criação e como vê a arte contemporânea no ES hoje?
Meu trabalho basicamente se relaciona com meu dia a dia, não há a possibilidade de separar vida e arte, parece um clichê, mas vejo que algumas pessoas se afastam de si ao produzir seus trabalhos artísticos, isso é um grande equivoco.
Meu trabalho surge da observação de tudo que me cerca, percebo as coisas na medida em que as coisas me tocam sensivelmente e regurgito tudo isso a minha maneira desenhando, pintando, produzindo vídeo ou com algum projeto que consiga dar conta de uma intenção inicial e que muitas vezes foge ao controle e ganham status de “ARTE”.
Hoje o panorama das artes plásticas do ES se mostra muito promissor sob o ponto de vista da criação, crítica e público as coisas caminham em uma direção interessante com seminários, oficinas, exposições, salões mantendo um diálogo com pessoas fora da cena local, o que traz uma nova perspectiva. Por outro lado vejo que muitos artistas ainda não têm uma maior visibilidade seja pela falta de políticas públicas que viabilizem projetos, ou a espaços (galerias ou espaço público) para interação público/artista.


Como foi para você que tem uma linha de trabalho consistente e produtiva na fotografia, ser selecionado para o Salão Bienal do Mar 2009, que trouxe uma proposta de Intervenção Urbana?
Como disse, vivo observando, o desenho é uma forma de materializar visualmente uma intenção, mas muitas vezes o desenho ou a fotografia não dão conta e é preciso caminhar por caminhos desconhecidos perigosos e insuportavelmente instigantes sob o ponto de vista da experimentação e do autoconhecimento. Intervenção urbana é uma maneira de aguçar, atrair o olhar, propondo um diálogo consigo mesmo, a cidade e o espectador.


Comente sobre o conceito da intervenção “grandePEQUENAcatraia ” e a repercussão da obra na Bienal ?
Na verdade o objetivo ou a intenção inicial de um trabalho não pode ser apenas do autor e quando o público se depara com a proposta podem ocorrer inúmeras reações não previstas anteriormente e isso que é muito legal o trabalho ganha vida própria e autonomia. O que o torna pertinente não é só a percepção, do catraieiro diante de embarcações enormes, mas questões levantadas a partir de suas relações com a cidade questionamentos que levem um pensamento crítico sobre tudo isso.

Você acha que a escolha de Intervenções urbanas para a Bienal do mar foi bem aceita pelo público capixaba? Ela conseguiu inserir-se como uma interferência na cidade de vitória ou faltou algo mais?
Acho que sim, o público foi surpreendido por obras que tinham uma preocupação com a influência mútua. É claro que sempre são previstos alguns ruídos na comunicação entre o público, a cidade e a obra, em uma obra de caráter efêmero espera-se a força de um minuto ou de cem anos, mas gostaria de vê-las acontecendo antes de serem depredadas ou roubadas, por outro lado essa é a razão de uma intervenção, não ser ignorada. Acho que faltou uma melhor organização da Prefeitura de Vitória no sentido de preservar os trabalhos e até mesmo disponibilizar algumas pessoas que pudessem mediar a relação público/obra.

Marcelo, a bienal teve duas obras depedradas, o que você acha desse relação: público x obras/intervenções?
Faltou uma mediação, na verdade as pessoas não respeitam o que não conhecem e a resposta é bem clara, cerca de 85% da população brasileira nunca foi a uma galeria de arte “a ignorância é uma benção”, será?

E para finalizar, quais são os projetos, exposições para 2009. E fique a vontade para falar o que quiser.
Em 2009 tenho uma exposição marcada para o final do mês de abril e caminho sem ter certezas.

Ver exposição "Projéteis", postagem logo abaixo.